BoituvaSP
Artigo publicado por Henderson Barbosa - 13/05/2013
Prefeito de Boituva decreta luto pela morte do ex-prefeito Rafael Caetano
"O corpo está sendo velado no Velório da Saudade, situado a rua Avenida Célia Lourdes Vercellino, 921 - Cidade Jardim. O sepultamento acontecerá nesta segunda-feira (13), às 17h30, no Cemitério da Saudade."
Prefeito de Boituva decreta luto pela morte do ex-prefeito Rafael Caetano - BoituvaSP Em sinal de profundo pesar pelo falecimento do ex-prefeito Rafael Caetano da Silva, o prefeito de Boituva, Edson Marcusso, decretou luto oficial no município por 3 dias, a partir desta segunda-feira, 13 de maio. O falecimento do ex-prefeito ocorreu por volta das 6h30, na Santa Casa Misericórdia de Tatuí, por complicações de uma broncopneumonia.
Nascido em 03 de agosto de 1921, Rafael Caetano foi prefeito de Boituva em duas ocasiões: de 1956 à 1959 e de 1964 à 1969, além de ter sido vereador por uma legislatura, entre os anos de 1960 e 1963.
O corpo está sendo velado no Velório da Saudade, situado a rua Avenida Célia Lourdes Vercellino, 921 - Cidade Jardim. O sepultamento acontecerá nesta segunda-feira (13), às 17h30, no Cemitério da Saudade.
Falecido aos 91 anos, o ex-prefeito deixa enlutada a família e um grande número de amigos. O prefeito Edson Marcusso disse lamentar a perda de uma valorosa figura humana, que, em vida, prestou grandes serviços à comunidade boituvense.

SITUAÇÃO POLÍTICA DE FLORIANO
SUA QUEDA

A situação política de Floriano Peixoto estava umbilicalmente ligada ao poder dominante no País. Com o término da guerra em 1945, movida por 03 (três) ditadores, Mussolini, Hitler e Hiroito, todos derrotados, não havia mais condições para os demais ditadores em diferentes regiões do mundo, inclusive, o Brasil, com Getúlio Vargas, se manterem à frente dos seus respectivos governos.
As manifestações pela redemocratização do País sufocavam os aparelhos repressores do Estado Novo, implantado em 1937. Assim mesmo, vendo-se acuado, Getúlio tentou suscitar, em seu favor, o apoio das classes trabalhadoras e o de grupos do Conselho Nacional do Petróleo, da Companhia Vale do Rio Doce, etc., pretendendo perpetuar-se no poder. Foi aí que surgiu o movimento, criado por esses grupos, denominado “queremista”, dado que sua palavra de ordem era “Queremos Getúlio!”.
Mas, outros setores das classes dominantes, do capital internacional e das Forças Armadas chegaram à conclusão de que Getúlio não mais representava os seus interesses e dele retiraram o seu apoio.
Destarte, aos 29 de outubro de 1945, os Chefes militares da ocasião, liderados pelo Gal. Góes Monteiro, Ministro da Guerra, depuseram Getúlio. Assumiu o poder, o presidente do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, que garantiu a realização das eleições. Era o fim da longa ditadura de 15 anos, imposta ao País pelo caudilho dos pampas que, se de um lado, dava uma no cravo, agradando as massas populares urbanas, instituindo direitos como férias, aposentadoria e salário mínimo, de outro, dava outra na ferradura, reprimindo, com mão de ferro, seus opositores, através do seu não menos famoso, mas de triste memória, Chefe de Polícia, Filinto Müller.
Caindo o ditador, automaticamente também vieram abaixo, como a queda de um castelo de cartas, todos os seus subalternos, desde os mais próximos colaboradores até o mais afastado funcionário “de confiança”. Entre esses se contava Floriano Peixoto Villaça, que, no dia 05 de novembro de 1945, assinava seu último ato administrativo, deixando a Prefeitura Municipal de Boituva, em definitivo, aos 14 de novembro.
Ocuparam-na, interinamente, de 15 a 23 de novembro de 1945, o Sr. José Afonso Ferriello, tesoureiro da Prefeitura, de 23 a 27 de novembro, o Dr. Lício Marcondes do Amaral, de 27 de novembro de 1945 a 17 de janeiro de 1946, o Sr. João Arruda Lima, secretário da Prefeitura.
Ocioso seria esclarecer que os três assumiram a Chefia da Administração Municipal somente para não deixá-la acéfala e até a designação de cidadão com mandato mais duradouro, apoiado pelas forças políticas dominantes.

JUÍZO CRÍTICO

Não se pode afirmar, peremptoriamente, que Floriano Peixoto Villaça não tenha sido um bom prefeito. Os diversos Decretos-leis, por ele assinados, foram extremamente positivos para a vida administrativa do nosso Município. É bem provável que não gozasse de unanimidade por ter sido indicado pelo cunhado, Humberto Primo, cujo nome encontrava forte oposição entre os remanescentes dos antigos partidos, PRP e PC, agora, substituídos pelos PTB, UDN, PSD, PSP e PRP (Partido da Representação Popular).
Discreto, tudo fez para não decepcionar os boituvenses da época e percebe-se que toda vez que foi chamado a colaborar com iniciativas válidas para o bem público, nunca disse “não”. Em nossa cidade, não há logradouros públicos, nem ruas mais proeminentes que levem o seu nome, para perpetuá-lo na comunidade.
Ao nosso ver, em cada Prefeitura ou Câmara Municipal, deveria existir um órgão ligado ao setor do Patrimônio Público, destinado a preservar a memória de todos, se seus filhos ou não, pouco importa, que, como Floriano, se salientaram na promoção do bem comum, projetando o Município entre os seus congêneres.
Extraído do Site : http://www.cidadeboituva.com.br .
(Agradecemos o Amigo Wilson Alves pela Colaboração).

veja também
Boituguia
BoituvaSP
BoituvaSP 2017 - Todos os Direitos Reservados
Desenvolvido por BoituvaSP